segunda-feira, 22 de março de 2010

PROCESSO CONTRA DEPUTADOS DE RONDÔNIA

Da reportagem do TUDORONDONIA

A desembargadora Ivanira Feitosa Borges, do Tribunal de Justiça de Rondônia, determinou o desmembramento dos processos contra deputados estaduais acusados do desvio de R$ 11 .371.646,831 (onze milhões, trezentos e setenta e um mil, seiscentos e quarenta e seis reais e oitenta e três centavos) da Assembléia Legislativa usando do artifício de uma folha de pagamento extra, paralela à folha de pagamento oficial dos funcionários da Assembléia.

Segundo a desembargadora, estão sendo denunciados ao todo 33 réus, tendo sido arroladas 178 testemunhas pelo Ministério Público Estadual , que ainda requereu uma série de investigações complementares. O processo criminal já conta com 12 volumes, contendo no total 3.087 folhas. “ Nesse contexto” – observa a desembargadora - “considero que, diante do elevado número de denunciados, e a grande quantidade de fatos reportados, bem como a complexidade e a enormidade de informações contidas em volumoso inquérito, com vários apensos e anexos, enfim, a singularidade do caso, a meu ver, não me afigura viável avocar todo o feito à apreciação desse Tribunal, visto que se assim for, a instrução da ação penal contará, em tese, com outros 29 réus não favorecidos pelo foro especial”.

Segundo a desembargadora-relatora, “ a competência do Tribunal de Justiça se dá em razão da prerrogativa de foro de apenas quatro dos denunciados que hoje exercem cargo de Deputado Estadual, quais sejam, Mauro de Carvalho, João Ricardo Gerólomo de Mendonça, Marcos Antônio Donadon e Neodi Carlos Francisco de Oliveira”. Os demais denunciados, que não dispõem da chamada imunidade parlamentar (prerrogativa de foto), responderão ao processo perante uma das varas criminais de primeiro grau.

Os acusados são: José Carlos de Oliveira, Evanildo de Abreu Melo, João Batista dos Santos, José Joaquim dos Santos, Luiz da Silva Feitoza, Mauro de Carvalho, Nereu José Klosinski, Renato Euclides Carvalho Velloso Vianna, João Ricardo Gerólomo de Mendonça, João Martins de Mendonça Neto, Amarildo Farias Vieira, Francisco Izidro dos Santos, Ronilton Rodrigues Reis, Maurício Maurício Filho, Francisco Leudo Buriti de Sousa, Rubens Olímpio Magalhães, José Emílio Paulista Mancuso de Almeida, Ellen Ruth Cantanhede Sales Rosa, Daniel Neri de Oliveira, Edison Gazoni, Haroldo Franklin de Carvalho Augusto dos Santos, Marcos Antonio Donadon, Carlos Henrique Bueno da Silva, Edézio Antonio Martelli, Neodi Carlos Francisco de Oliveira, Alberto Ivair Rogoski Horny, Deusdete Antonio Alves, Everton Leoni, Amarildo de Almeida, Marcos Alves Paes, Paulo Roberto Oliveira de Moraes, Moisés José Ribeiro de Oliveira e Terezinha Esterlita Grandi Marsaro.

segunda-feira, 1 de março de 2010

O INFERNO ASTRAL DE SERRA

Enviado por Lucia Hippolito -
22.2.2010
7h47m
eleições 2010
O inferno astral de Serra
Enquanto no campo do governo tudo parece dar certo, no campo da oposição é um desastre atrás do outro.
No Congresso do PT Dilma é aclamada candidata e já escolhe o estado-maior da campanha. Tesoureiro, coordenador, marqueteiro, tudo parece estar em marcha.
O cabo eleitoral, este já foi escolhido há muito tempo, e está afiadinho, afiadinho. Nesse quadro, a escolha do vice é apenas um detalhe menor.
Nas pesquisas, Dilma vem crescendo consistentemente, alimentando a argumentação de que é possível fazer uma eleição plebiscitária.
Já no campo da oposição, o inferno astral do governdor José Serra parece não ter fim.
Estacionado nas pesquisas em 35%, pouco mais ou pouco menos, Serra desperta suspeitas, até entre tucanos de alta plumagem, de que tenha atingido seu teto. Se Dilma continuar em tendência de alta, as coisas podem ficar feias.
E os problemas se acumulam.
Primeiro, São Paulo se afoga numa enchente atrás da outra, com mortos, desabrigados, desalojados. E explicações esfarrapadas.
Depois, o escândalo do mensalão do DEM sepultou de vez as articulações já iniciadas para fazer de José Roberto Arruda vice de Serra.
A campanha está desorganizada, sem comando, sem planejamento. Não tem tesoureiro escolhido, não tem coordenador, não tem marqueteiro.
Quanto ao vice, desmoronado o sonho de Arruda, todo mundo se volta para Aécio Neves, que foge do assunto como o diabo da cruz. Prepara-se para disputar o Senado.
E agora, como se não bastassem todos esses problemas, a Justiça ELeitoral cassa o mandato do prefeito Gilberto Kassab e sua vice, Alda Marco Antonio, por recebimento de doações ilegais na campanha de 2008.
Doações de concessionárias de serviço público ou de empresas ligadas a elas, e de sindicatos.
A decisão é de primeira instância, ainda cabe muito recurso.
Mas é uma encrenca de bom tamanho para o governador Serra, porque desarruma ainda mais a sua "casa" e é um prato cheio para a oposição a ele.
Dizem que inferno astral termina no dia do aniversário. O aniversário do Serra é dia 19/Março, vamos ver oque ainda vem até lá!

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